Porto de Mucuripe em Fortaleza completa uma semana refém de ataque hacker

porto de Mucuripe

Os atacantes exigem um pagamento em bitcoin para decodificar as informações.

Vários sistemas da Companhia Docas do Ceará, que opera o porto de Mucuripe, em Fortaleza, continuam fora do ar, incluindo o website da empresa, atingida uma semana atrás por um ataque de ransomware. O acesso externo ao sistema de administração, chamado de Sisport Web, também está desabilitado – o sistema, que até 2015 se chamava SIGEP, é um sistema próprio da empresa e serve para controlar as operações portuárias desde o seu início (carga/descarga do navio) até a cobrança da fatura (contas a receber). A empresa está operando com emails externos e fazendo muitas operações manualmente. A informação é do site especializado CISO Advisor.

Na semana passada, a empresa informou que sua expectativa era normalizar as atividades já na quarta-feira dia 30, mas isso não aconteceu. Um exame do domínios da empresa na internet revela a existência de nove subdomínios, todos oferecendo resposta mas nenhum oferecendo serviço. O serviço www é oferecido com IIS 7.0 da Microsoft, que foi lançado dez anos atrás.

A presidente da empresa, Mayhara Chaves, informou que a invasão foi identificada por volta das 6 horas de segunda-feira dia 28 de Outubro. Segundo ela, “imediatamente as equipes internas foram acionadas e conseguimos bloquear as ações na companhia. O que eles fizeram foi criptografar nossas informações”. Os atacantes exigem um resgate a ser pago em bitcoin para enviar a chave que decodificará as informações nos computadores.

Com o ataque hacker, explicou a presidente, foi necessário fazer manualmente o controle da entrada e saída de caminhões de cargas e movimentações de cargas, mas o porto segundo ela não ficou parado. “Estamos detectando a melhor forma de resolver o problema”, afirmou ao jornal O Povo. Foi solicitado apoio da Polícia Federal para as investigações, assim como feito o boletim de ocorrências correspondente.

Fonte: Convergencia Digital